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Programa Fala Negrada

Dias do programa: sab, Horário: 08:00 as 10:00

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Apresentadores

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                               Bernardo Lamparina                                                 Kim Lopes

 

Programa Fala Negrada  – Rádio Classista

 

Fala Negrada é um programa produzido nos estúdios Rádio Classista na FETRACE – Federação dos Trabalhadores, Empregados e Empregadas no Comércio e Serviços do Estado do Ceará  e transmitido via Web pela Rádio Classista no horário das 9 às 11 horas, aos sábados.

 

Por que FALA NEGRADA?

Não obstante os avanços à partir da década do ano 2000,  proporcionados, em particular, pela abertura conquistada pelo Movimento Negro no governo do Presidente Lula, a questão racial em nosso país ainda é um grande tabu. Por maior que tenha sido o esforço do Movimento Negro, a visibilidade das conquistas não obtinha território iluminado sobretudo pelos meios de comunicação de massa. As instituições responsáveis pela aplicação de políticas públicas de combate ao racismo e outras assimetrias sociais do nosso país, também nunca foram de publicizar suas ações a um nível desejado.

Com a criação da Secretaria Especial para Políticas de Promoção da Igualdade Racial – Seppir – com status de ministério –  e a assinatura da lei 10.639/03, que estabelece o ensino da cultura e história afrobrasileira e africana nas escolas,  a causa negra ganhou mais espaço e mais visibilidade.

A partir da Seppir, organismos de Promoção da Igualdade Racial foram criados nos estados, nas capitais e em muitos municípios menores. Pulverizadas através desses organismos oficiais, as políticas públicas de combate ao racismo penetraram em diversas áreas do convívio social brasileiro. Documentos como o Estatuto da Igualdade Racial marcaram o debate nacional acerca do problema do racismo, revelando um Brasil com um nível de racismo bem mais profundo do que imaginávamos. Municípios e estados lançam a partir das Conferências locais e nacional de Promoção da Igualdade Racial, os Planos para a Igualdade Racial e assim aos poucos a questão racial é institucionalizada no diálogo nacional.

O Debate sobre a reserva de vagas para estudantes negros nas universidades públicas é outro momento que energiza o nível do diálogo sobre a questão racial no Brasil. Conhecida como Cotas Raciais para estudantes negros, esse momento revela o racismo invisibilizado pelo mito da democracia racial elaborada no começo do século 20 para isolar a realidade dramática do racismo anti-negro que se abate sobre o Povo Negro no Brasil.

Numa verdadeira guerra de argumentos facilmente refutáveis por qualquer um que enxerga as diferenças raciais no Brasil, feridas de quatrocentos anos de escravidão, a branquitude brasileira de tudo fez para impedir que os 100% de vagas a ela reservadas através dos mecanismos racistas impregnados no sistema educacional brasileiro, fossem divididos. O absurdo chegou às barras do Supremo Tribunal Federal para impedir que negras e negros entrassem nas universidades públicas brasileiras. Mas a sociedade brasileira reagiu de forma decente. Brancos e negros comprometidos com a verdadeira democracia racial estiveram lado a lado naquele grande debate nas dependências daquele tribunal garantindo a vitória para os injustiçados. Em 2014 foi promulgada a Lei 12.990/201, conhecida como a Lei das Cotas.

A partir das cotas, observamos avanços incalculáveis no caminho para o reconhecimento deste agrupamento que se apresenta como Povo Negro ou Povo Afrodescendente que para o estado brasileiro se constitui em Pretos e Pardos. Hoje o porcentual destes dois recortes que constituem a população negra ou para nós, o Povo Negro, é de 8% aproximadamente de pretos e 43% de pardos, totalizando-se a maioria do povo brasileiro.

No entanto, muito  falta ainda para visualizarmos um cenário onde a população negra possa estar em condições pelo menos parecida com a população branca. No campo econômico, que é a convergência de resultados oriundos principalmente da formação educacional e suas consequências no mundo do trabalho, temos uma diferença muito grande desses dois agrupamentos.

Enquanto a massa de salários dos brancos no Brasil apresentava, em 2004 uma média salarial de R$ 916,29, a dos pretos e pardos era de R$ 419,92 e R$ 449,12 respectivamente.

Se olharmos para o IDH e fizermos uma separação dos dois grandes grupos raciais do país, os brancos e os negros, veremos uma gritante diferença. Enquanto o brasil dos brancos ocuparia aproximadamente a 50ª posição, dos 178 países catalogados,  o Brasil dos negros estaria na 109ª posição. Isso sem dizer que este último não tem, na realidade,  sequer um número razoável da representatividade política no congresso nacional assim como em organismos institucionais de relevância.

Os números da educação, da saúde, da violência, demonstram a cada dia que a temática racial no Brasil precisa de muita visibilidade. É mostrando a realidade construída nestes quinhentos anos de brasilidade, forjada nos meandros do sistema escravocrata que perdura até hoje em sua estrutura ideológica, que podemos avançar e construir alternativas superadoras. Negros e brancos comprometidos nesta construção devem caminhar lado a lado, considerando, no entanto, suas identidades, seus papéis históricos, suas diferenças civilizatórias.

 

Programa FALA NEGRADA.

Objetivo

O programa vem para preencher uma grande lacuna na grade de comunicação alternativa do nosso estado e porque não do próprio país. Diante do tamanho da população negra brasileira (mais de 50%); de sua importância e de sua riqueza sócio cultural, a necessidade de um diálogo sobre as questões inerentes a esta população é visível e palpável.

Para os trabalhadores e trabalhadoras afrodescentes pretendemos ser um espaço para o debate franco e aberto sobre as assimetrias salariais e de ocupação de espaços profissionais não só no comércio – público da Rádio Fetrace – mas também para outros segmentos. Sabemos que negras e negros em todas as áreas do mundo do trabalho, encontram-se em desvantagens simplesmente por serem negros. Portanto buscar debater o porquê dessas diferenças com pessoas que estudam e conhecem o problema a fundo, será uma das metas do programa.

Na cultura vamos trazer músicos, compositoras/res, poetas, cantoras e cantores, relevantes representantes da cultura negra e que muita gente além de não conhecer, não tem oportunidade para tal, visto o desinteresse dos meios privados de comunicação de abordar o assunto.

Para os conhecimentos relativos a nossa história, nosso desenvolvimento econômico, social, cultural e político, contaremos com a participação de acadêmicos e intelectuais, professores de história, pedagogos, sociólogos etc  negras e negros para o debate ao vivo, abrindo uma via de duas mãos para o compartilhamento do saber.

Para o debate e esclarecimentos da política da questão racial, estarão sempre presentes na programação, representantes do Movimento Negro de várias vertentes para o aprofundamento sobre as perspectivas de negras e negros no Brasil contemporâneo.

Para as questões diaspóricas e civilizatórias contaremos com estudantes e professores africanos que  estudam ou trabalham na Unilab – Universidade de Integração Luso-Afro Brasileira, em Redenção e Acarape. É uma oportunidade ímpar ter essas vozes aqui perto da gente,  trazendo conhecimento que até bem pouco tempo atrás não nos era possível.

Enfim, o programa FALA NEGRADA se pretende um espaço para os conhecimentos sobre o povo que constitui mais de 50% da população brasileira e até agora tem tido muito pouco espaço de comunicação neste país.

 

Rede Fetrace – Fala Negrada

O Programa Fala Negrada emitido dos estúdios da Radio Classista, vai ser transmitido simultaneamente nas webradios dos sindicatos que hoje compõem a Rede Fetrace. Mas também vamos vamos transmiti-lo com imagens via Facebook. Com isso, com os chamamentos através das redes sociais – Whatsapp, facebook, lista de email etc, pretendemos estabelecer um número grandioso de ouvintes e internautas online. Para além disso, vamos contar, também, com uma rede de Rádios Comunitárias para retransmissão e algumas cidades do interior do Ceará.

Programa

Nome: FALA NEGRADA

Dia da Semana: SÁBADO

Horário: das 8h às 10h

Duração: 2 horas

Apresentadores: Bernardo Lamparina e Kim Lopes

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